Características
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Município conhecido como Cidade Carinho,
Ubá é um grande centro econômico
da região. Tem a maior produção de móveis
do Estado, além de se destacar na fabricação de vestuário,
calçados e colchões. Seu
comércio é responsável pelo turismo. Dispõe
de excelente infra-estrutura urbana.
É terra natal de gente famosa como o compositor Ari Barroso,
autor da Aquarela do Brasil entre outras.
Seu nome tem origem na língua Tupi e significa Canoa construída
com uma casca inteiriça de árvore.
Seu padroeiro é São Januário.
História
Antiga aldeia dos índios Coroados,
as terras do atual Município começaram a ser povoadas quando
o padre Manoel de Jesus Maria, o apóstolo dos índios, ergueu
a primeira capela, consagrada a São Januário, em 1815.
O povoado cresceu em torno desta e foi denominado
de São Januário de Ubá.
Em 1854, é elevada a Município, desmembrando-se
de Visconde do Rio Branco e, em 1857, sua sede é
elevada a Cidade.
O Povoado surgiu porém na antiga Rua
de Trás, hoje denominada Rua Santa Cruz, isto em 3 de novembro
de 1815; em 7 de setembro de 1841, recebeu a denominação
de "Capela de São Januário de Ubá";
Com a Lei Provincial nº 854, de 17 de junho de 1853,
tornou-se "Vila de São Januário de Ubá".
A Lei nº 806, de 3 de junho de 1857, deu-lhe a categoria
de cidade, com a atual denominação de Ubá.
A Comarca de Ubá
foi criada pela Lei Provincial nº 11, de novembro de 1892.
Instalada am 23 de março de 1892.
Histórias mais vivas, todavia, levam-nos
a acreditar que, no final do século XVII, Capuchinhos Franceses
ocupavam nove missões indígenas nos distritos dos índios
Coroados, Coropós e Puris,
dispostas desde à Serra do Geraldo até o Porto dos Diamantes.
Os Capuchinhos, porém, foram expulsos do Brasil em 1617.
Versões diversas dizem que os Jesuítas,
a partir daquela data, tomaram para si tais missões e prosseguiram,
com métodos mais brandos e suaves, à catequização
dos Silvícolas. É quase forçoso apreender tal variante
ou mesmo seguir a narrativa "sinuosa" de que os Tamoios,
imensa e poderosa família indígena, predominante em parte
do Litoral Brasileiro, perseguindo sistematicamente outras tribos nativas,
fizeram-nas debandar a esta parte.
No meio do século XVIII, 1750,
o sertanista Capitão Francisco Pires Farinho instalou-se nesta
região, conseguindo conviver harmonicamente com os nativos, caso
pouco significativo, em termos reais com a pacificação das
tribos da época.
As várias tentativas do Estado na colonização
dos Coroados, Coropós, Puris
e Botucudos, habitantes das matas da região que
desciam de Guarapiranga às margens dos Rios Chopotó, Pomba
e Ubá, terminavam sempre em sangrentas batalhas entre os verdadeiros
donos da terra e os invasores brancos. Nos confrontos, utilizando flexas
e machados contra armas de fogo, os índios eram gradativamente
massacrados ou tornados prisioneiros para o trabalho escravo, principalmente
em se tratando de jovens e mulheres.
As fortes pressões internacionais contra
o genocídio convenceram o Rei de Portugal a determinar que o Governador
Luiz Diogo Lobo da Silva organizasse uma expedição na tentativa
da aproximação amistosa com os índios. Dessa tarefa
difícil participaria aquele que conhecia as trilhas das matas,
os costumes indígenas, e tinha familiariedade com eles: Capitão
Francisco Pires de Farinho. Este, seria um guia especial com função
de comando. O desafio maior, porém, caberia a um vigário
formado no Seminário de Mariana em 1757, filho
de um Português com uma escrava índia.
Sua função, catequizar os Silvícolas.
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